Crise no setor de mineração causa queda de arrecadação em Pilar de Goiás
Dezenas de pessoas na cidade foram demitidas por empresas terceirizadas que prestavam serviço para mineradora provocando efeitos sobre comércio e serviços
Em Pilar de Goiás, quase não há família que não tenha alguém que trabalha ou trabalhou na mineração. Desde o século XVII a economia da região depende daquilo que vem de debaixo da terra, o ouro, minério de maior importância para economia local. Atualmente, a cidade tem cerca de 2,7 mil habitantes que dependem economicamente da Mineradora LeaGold (empresa que adquiriu recentemente a companhia canadense Brio Gold). Mais da metade da arrecadação do município vem da mineradora.
Em maio de 2018 a empresa anunciou, depois de quatro meses de negociação, a venda de suas ações para Leagold Mining Corporation que assumiu os ativos da Brio Gold Inc. Pela negociação realizada, a Yamana, que detinha 53,6% da Brio Gold, passa a deter cerca de 22% da Leagold. Com a chegada da nova mineradora, logo o município começou a sentir os efeitos da política da empresa, como a redução da produção de ouro, corte de gastos de pessoal, demissões, fim de contratos com empresas terceirizadas, gerando assim efeito em cascata, afetando o comércio local e as contas públicas devido a paralisação da atividade econômica de empresas (Toniolo Busnello, Sevitec) que prestavam serviço para a Brio Gold.
Mensalmente, o município deixa de arrecadar R$ 250 mil reais que vinham de impostos sobre serviços de qualquer natureza (ISSQN) gerados pelas empresas terceirizadas. Segundo o prefeito Sávio Soares, a prefeitura está reduzindo gastos para não demitir funcionários e também para manter os programais sociais - Bolsa Auxílio Solidário e Bolsa Universitário - que atendem famílias de baixa renda. “Acredito que esta crise é temporária. A Mineradora LeaGold entrou reduzindo gastos, em ritmo de contenção de despesas, dispensando funcionários, além de cancelar contratos de empresas como Servitec e Toniolo Busnello. Isso impactou na arrecadação municipal, gerando desemprego e reduzindo a atividade economica”, comentou o chefe do executivo.
Sávio Soares também disse que a prefeitura de Pilar de Goiás vem construindo alternativas para outros setores da economia, como por exemplo investindo em obras de infraestrutura. Foram construídas 14 pontes de concreto, buscando o fortalecimento do escoamento da produção agrícola e desenvolvendo ainda mais a pecuária.
"A atividade mineradora é de alto impacto ambiental e social. Estamos nos preparando para quando o minério de ouro acabar, levando mais obras para o homem do campo e da zona urbana, garantindo educação de qualidade, programas sociais e saúde para todos. O fechamento da mineradora representaria uma grave crise para toda a região, principalmente para municípios como Itapaci que recebem boa parte dos quadros de funcionários da mineradora e do comércio gerado pelos salários dos mineiros”, disse o prefeito Sávio Soares.
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